A indústria do camarão em Moçambique enfrenta uma ameaça crítica à medida que as práticas de pesca ilegal esgotam os recursos marinhos. O governo manifestou profunda preocupação com os métodos destrutivos utilizados por alguns pescadores, especialmente os pescadores artesanais que ignoram os períodos de defeso.
A Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Lídia Cardoso, destacou o assunto durante o lançamento do Dia Mundial da Pesca e início do período de defeso do camarão, caranguejo e polvo. Ela alertou que práticas insustentáveis podem levar à extinção de espécies de camarão, um destino que se abateu sobre outras nações africanas.
A pesca ilegal, incluindo a utilização de redes nocivas que capturam peixes juvenis e danificam os ecossistemas marinhos, continua a ser um desafio significativo. Além disso, as operações de pesca ilegal em grande escala conduzidas por navios internacionais agravam ainda mais o problema.
O ministro reconheceu que as alterações climáticas também contribuíram para o declínio das capturas de peixe. No entanto, ela enfatizou que as práticas de pesca destrutivas são um factor importante no esgotamento dos recursos marinhos, especialmente durante os períodos de defeso, quando as espécies se reproduzem e crescem.
Para resolver o problema, o governo intensificou as inspecções ao longo da costa moçambicana. Ao aplicar regulamentos e penalizar as atividades de pesca ilegais, as autoridades pretendem proteger os ecossistemas marinhos e garantir a sustentabilidade a longo prazo da indústria pesqueira.
O futuro da indústria do camarão em Moçambique depende da aplicação eficaz dos regulamentos, de práticas de pesca sustentáveis e da cooperação internacional para combater a pesca ilegal.













































