Os países da África Austral estão a acelerar os esforços para conter e erradicar a febre aftosa, com um novo impulso para acções coordenadas além-fronteiras.
Em declarações feitas em Gaborone, o Ministro das Terras e Agricultura do Botswana, Edwin Dikoloti, afirmou que a colaboração regional está a ganhar força. “Os países da SADC estão a avançar com uma abordagem unificada que reforça o diagnóstico, os programas de vacinação e os mecanismos de resposta coordenada”, declarou Dikoloti.
Já está em vigor um plano de ação conjunto entre o Botswana e a África do Sul para o período de 2026–2028, com foco na melhoria da vigilância e na vacinação direcionada em áreas de alto risco. A cooperação mais ampla está também a expandir-se, com o Botswana a trabalhar em estreita colaboração com a Namíbia, a Zâmbia, o Zimbabué e o Lesoto através de acordos bilaterais e plataformas regionais.
O Instituto de Vacinas do Botswana desempenha um papel central, apoiando o fornecimento de vacinas e estratégias transfronteiriças de controlo de doenças que visam a protecção do rebanho e a salvaguarda do comércio. A iniciativa reflecte o reconhecimento crescente de que as respostas nacionais fragmentadas são insuficientes para lidar com as doenças animais transfronteiriças, especialmente aquelas com implicações significativas para a economia e as exportações. Com o aprofundamento da integração regional, as estratégias coordenadas de saúde animal tornam-se uma componente fundamental da resiliência agrícola e da segurança comercial em toda a África Austral.











































