A Mohammed Enterprises Tanzania Limited, conglomerado industrial liderado pelo bilionário tanzaniano Mohammed Dewji, comprometeu-se a investir US$ 250 milhões em Moçambique, visando ampliar sua presença na África Austral e criar até 20.000 empregos.
Dewji, presidente e CEO do Grupo MeTL, anunciou o compromisso após conversas em Maputo com o presidente de Moçambique, Daniel Chapo. O aporte de capital proposto representaria uma grande expansão para o grupo tanzaniano, cujo portfólio abrange agricultura, manufatura, têxteis, logística e bens de consumo.
“Tivemos uma discussão muito produtiva e nos comprometemos a investir US$ 250 milhões em Moçambique e a tentar empregar 20.000 moçambicanos”, disse Dewji após a reunião.
Embora a presidência de Moçambique tenha informado que as discussões abordaram oportunidades nas áreas de produção, distribuição e serviços, nenhuma das partes divulgou detalhes específicos dos projetos, locais ou cronograma de implementação. O compromisso permanece como uma intenção não vinculativa até que o capital seja formalmente alocado e as obras dos projetos tenham início.
Se concretizado, o investimento representaria cerca de 1% da economia de Moçambique, avaliada em US$ 22,34 bilhões. Para Maputo, investimentos que demandam muita mão de obra são cruciais: a economia contraiu 0,5% em 2025, e dados do Fundo Monetário Internacional indicam que cerca de 95% do emprego no país permanece no setor informal. Embora megaprojetos de gás natural liquefeito e mineração tenham atraído bilhões em capital estrangeiro, eles geraram relativamente poucos empregos diretos para uma força de trabalho em rápido crescimento.
A MeTL, que opera em mais de 10 países africanos e conta com uma força de trabalho de 37.000 pessoas, já possui ativos em Moçambique, incluindo a unidade têxtil Nova Texmoque. Dewji classificado pela Forbes como o único bilionário em dólares da Tanzânia, com um patrimônio líquido de US$ 2,1 bilhões busca aproveitar essa expansão para estreitar os laços comerciais regionais, num momento em que Maputo e Dodoma tentam fortalecer os vínculos comerciais bilaterais.










































