O Banco Mundial aprovou nesta segunda-feira uma doação de US$ 300 milhões a Moçambique, marcando seu retorno ao país seis anos depois de ter retido ajuda devido a um escândalo envolvendo dívidas não reveladas.
Os recursos serão usados para apoiar projetos de infraestrutura em Moçambique, uma das nações mais pobres do mundo, segundo o ministro das Finanças do país, Max Tonela.
“Este é o primeiro financiamento de apoio ao orçamento do Estado que esperamos ver nos próximos três anos”, disse Tonela numa cerimónia de assinatura na capital, Maputo.
O acordo segue um acordo de 456 milhões de dólares com o Fundo Monetário Internacional (FMI) assinado em maio que marcou o retorno de Moçambique às boas graças após um escândalo que desencadeou sua pior crise econômica desde a independência de Portugal há mais de quatro décadas.
O governo contratou empréstimos secretos no valor de US$ 2 bilhões em 2013 e 2014 de bancos internacionais para comprar uma frota de pesca de atum e embarcações de vigilância.
Maputo escondeu os empréstimos do parlamento, mas a dívida veio à tona em 2016, levando os doadores, incluindo o FMI e o Banco Mundial, a desligar o apoio financeiro.
Mais tarde, uma auditoria independente descobriu que US$ 500 milhões foram desviados e continuam desaparecidos.
A diretora do Banco Mundial para Moçambique, Idah Pswarayi-Riddihough, disse que o acordo, cujos contornos foram anunciados em julho, visa “apoiar reformas estruturais” e se baseia nos esforços feitos nos últimos anos para fortalecer a prestação de contas e a transparência no setor público.
Os promotores acusaram 19 pessoas de destaque pelo escândalo, forçando um ex-presidente e outros altos funcionários a testemunhar em um caso que tomou conta do país.
Espera-se que o veredicto do julgamento seja proferido ainda este ano.













































