O Ministério da Agricultura moçambicano desafiou recentemente os criadores de gado do país a elaborar uma estratégia que levaria à colocação de carne de boa qualidade no mercado interno, reduzindo assim o nível de importações de carne.
O desafio veio do director nacional dos serviços veterinários, Américo Conceição, num encontro em Maputo com criadores de gado, importadores e representantes de matadouros e cadeias de supermercados, para discutir a produção moçambicana de carne.
Cooperação pode fortalecer a cadeia de valor
Conceição instou todas as partes interessadas a trabalharem juntas para garantir uma cadeia completa de valor da carne e aproveitar o mercado potencial que está sendo preenchido atualmente pelas importações. Ele disse que os supermercados estão dispostos a comprar carne bovina moçambicana e que os criadores comerciais de gado alegam que podem fornecer parte dessa carne. O que é necessário agora é que os pecuaristas sejam mais organizados.
Conceição disse que Moçambique consome atualmente cerca de 21 mil toneladas de carne bovina por ano. Embora o rebanho bovino de Moçambique esteja crescendo cerca de 5% ao ano, as importações ainda respondem por quase 30% (6 mil toneladas) da demanda nacional por carne bovina.
Auto-suficiência é a chave
O crescimento do rebanho ainda está abaixo da marca de 7% ao ano estipulada no Programa de Desenvolvimento do Setor Agropecuário (PEDSA) do governo, mas Conceição insistiu que a meta permanece como tal para que Moçambique seja auto-suficiente em todos os produtos pecuários. 2019
“Atualmente, a produção anual de carne bovina no país é de 15.476 toneladas”, disse ele. Apenas mais da metade dessa produção (8.478 toneladas) vem das províncias tradicionais de pecuária no sul do país (Gaza, Inhambane e Maputo).
Para atingir a meta de auto-suficiência em produtos pecuários até 2019, a Diretoria de Serviços Veterinários está promovendo tecnologias para aumentar a produção e a produtividade e para melhorar a qualidade.













































