A cobertura florestal vital de Moçambique está a encolher a um ritmo alarmante, impulsionada principalmente por práticas agrícolas insustentáveis, representando um sério desafio a longo prazo para o ambiente e para a resiliência climática do país.
A análise dos dados históricos revela que, entre 2001 e 2023, Moçambique perdeu mais de 4,89 milhões de hectares de coberto florestal, representando um declínio de 10,21%. A grande maioria desta desflorestação é atribuída à agricultura itinerante, sublinhando o severo impacto das atuais práticas de uso da terra nos ecossistemas florestais.
A taxa de perda de cobertura florestal tem sido inconsistente, mas apresenta uma tendência crescente ao longo do tempo. Notavelmente, o ano de 2017 registou a maior perda durante este período, com mais de 359.000 hectares afetados. Depois de contabilizar pequenos ganhos com a reflorestação e a regeneração natural, o país enfrenta uma perda líquida preocupante de mais de 4,31 milhões de hectares.
Embora os incêndios florestais contribuam para a degradação, como evidenciado por um recente alerta de incêndio na província de Manica, o seu impacto continua a ser secundário à expansão agrícola. A urbanização e as atividades florestais regulamentadas tiveram um efeito comparativo mínimo na perda total.
Os dados, que estão agora a ser monitorizados proactivamente por ferramentas de IA como o Atlai, enfatizam a necessidade urgente de um debate nacional sobre práticas sustentáveis de uso da terra e conservação florestal. Dado o papel crítico das florestas na biodiversidade e na regulação do clima, Moçambique deve integrar rapidamente estratégias de conservação modernas para mitigar a degradação ambiental e salvaguardar o seu capital natural.













































