A Gapi canalizou aproximadamente 400 milhões de meticais para a economia rural em 2025 e terminou o ano fiscal com uma sólida carteira de empréstimos, mantendo a sua posição como um dos principais instrumentos nacionais de financiamento do desenvolvimento, com foco nas micro, pequenas e médias empresas (MPME). Os dados de desempenho mostram um crescimento consistente dos desembolsos, uma diversificação adequada entre fundos, linhas e sectores, bem como uma gestão prudente do risco, reflectida no controlo dos empréstimos não produtivos.
Como instituição financeira de desenvolvimento, a Gapi está também a atualizar a sua estratégia institucional para responder de forma mais abrangente à crescente procura de financiamento e assistência técnica por parte das PME e dos produtores rurais. A revisão estratégica visa reforçar a ligação entre o financiamento, o desenvolvimento de capacidades e as parcerias, contribuindo para os objectivos nacionais de segurança alimentar e para o reforço de cadeias de valor agrícola mais resilientes e sustentáveis.
Ao longo de 2025, a carteira de crédito registou um crescimento sustentado, refletido no aumento dos desembolsos dos diferentes fundos e linhas de financiamento. A mobilização de recursos não se concentrou num único instrumento, mas foi distribuída por várias linhas, o que fortaleceu a capacidade da instituição para responder às diversas necessidades do mercado.
A carteira apresenta uma significativa diversificação setorial, com foco em áreas estratégicas para o desenvolvimento económico e social, como a agricultura, o comércio, a construção e obras públicas, a eletricidade e o gás, a indústria, o turismo, a pecuária, as pescas, a silvicultura e a exploração florestal, os transportes e os serviços, bem como o refinanciamento para instituições de microfinanças.
Apesar da natural concentração em setores-chave, os indicadores de empréstimos não performáticos (NPLs) permaneceram sob controlo, sinalizando uma carteira geral saudável. A análise por género e tipo de empresa revela também alinhamento com as políticas de inclusão financeira, com financiamento direcionado para empresas lideradas por mulheres e pequenas e médias empresas (PME), tradicionalmente menos servidas pelo sistema financeiro formal.
Do ponto de vista territorial, a distribuição regional da carteira e a estrutura das garantias demonstram uma presença significativa em várias regiões do país, contribuindo para atenuar as assimetrias no acesso ao financiamento. A composição das garantias mostra uma abordagem equilibrada entre a mitigação de riscos e a facilitação de crédito.
No setor agrícola, considerado estratégico para a economia nacional e para a segurança alimentar, foram canalizados ao longo de 2025 pouco mais de 200 milhões de meticais, financiando projetos de produção, transformação e comercialização em diversas cadeias de valor. Este montante representou uma parcela significativa da carteira ativa, impactando os pequenos e médios produtores organizados em associações e cooperativas, contribuindo para o aumento da produtividade e do rendimento nas zonas rurais.
Para o primeiro trimestre de 2026, as projeções indicam um crescimento contínuo da carteira e dos desembolsos, consolidando o papel da Gapi no financiamento do desenvolvimento, combinando impacto económico, inclusão social e sustentabilidade financeira.











































