O Parque Nacional da Gorongosa está prestes a inovar com a construção de uma fábrica de processamento de frutas em conserva de US$ 14 milhões (895 milhões de meticais) na província de Sofala, em Moçambique. O investimento sinaliza uma mudança estratégica da organização de conservação para expandir suas iniciativas de desenvolvimento econômico para além do ecoturismo, abrangendo projetos agroindustriais.
A instalação, a ser localizada no distrito de Nhamatanda, é a primeira do gênero na província e prevê a criação de até 3.000 empregos. Este projeto visa impulsionar os meios de subsistência locais, proporcionando um mercado confiável para pequenos agricultores na zona de proteção do parque, que fornecerão frutas como abacaxi para a fábrica.
“Ele foi realmente projetado para apoiar os meios de subsistência das famílias em larga escala”, disse o administrador distrital Emanuel Teixeira. Ele confirmou que os fundos para o projeto já estão garantidos e que os trabalhos iniciais de um estudo de impacto ambiental e de um levantamento para identificar famílias para potencial reassentamento estão prestes a começar.
Este empreendimento faz parte de uma tendência mais ampla de investimento no setor de agroprocessamento de Moçambique, particularmente na região centro, à medida que o país busca agregar valor às suas exportações agrícolas e criar uma economia mais diversificada e resiliente. O sucesso da usina servirá como um teste de como a agricultura de conservação e a agricultura comercial podem ser integradas para gerar oportunidades econômicas e, ao mesmo tempo, apoiar as comunidades locais.



















































